Manes
Os manes, ou Di Manes, segundo a cultura e crença romana, são entidades ctônicas que representavam a alma dos mortos. Eles são espíritos divinizados que continuam a existir depois que seus respectivos corpos falecem. Todos que morrem tornam-se um mane, sendo posteriormente especificados em lare ou parentes por seus familiares. O termo se aplica para os mortos como um coletivo, porém Manes individuais eram reconhecidos e podiam receber adoração como ancestrais e outros parentes ou figuras de fama, como heróis e imperadores. A virtude de Pietas (interpretada como dever ao divino e à família) se estendia para os familiares mortos, vistos igualmente como divinos e parentes. Os manes são considerados entidades menores, geralmente cultuadas em ambientes domésticos, cabendo a cada indivíduo e/ou família cultuá-los em seus próprios lares. Acreditava-se que o culto a essas entidades traria prosperidade às famílias que o fizessem; também havia a crença de que, caso não recebessem a devida atenção, esses espíritos trariam infortúnio aos que ousassem a negligência. A esses seres eram ofertados vinho, mel, leite, flores, etc. Essas entidades também eram consagradas, em âmbito mais generalizado, em alguns festivais e celebrações, tais como a Parentalia, a Feralia, a Rosaria e a Lemuria. Os manes estão associados com outras entidades domésticas, como os Lares, os Lemures, os Genii e os Di Penates. Associa-se manes, também, à deusa Mânia, mãe dos Manes, pertencendo ela à categoria dos gênios populares. O mane em si, segundo a crença dos romanos, é a faísca divina de vida que cada pessoa possui, estando localizada na cabeça do indivíduo. Pode ser que a partícula “di”, em Di Manes, seja um plural contraído da palavra “deus” (dei>dii>di). Isso, porém, é amplamente discutido por pesquisadores, pois não há um consenso se a palavra “manes” é um nome ou um adjetivo. No caso de ser um adjetivo, o termo Di Manes, quando traduzido para português, seria “deuses manes”. Era muito comum que as palavras “dis manibus” (dedicado aos deuses manes) fossem escritas nos túmulos dos falecidos sob a abreviação “DM”. Devido a falta de consenso sobre a categoria gramatical da palavra “manes”, outras traduções são possíveis: “aos deuses manes”; “aos manes”; “aos espíritos dos mortos”. Leis religiosas protegiam tanto os corpos quanto os cemitérios, necrópoles ou tumbas, as quais eram tidas como lugares religiosos (locus religiosus). Era comum que famílias romanas mantivessem estatuetas, bustos e máscaras mortuárias no atrium de suas casas. Estas imagens (imagines) podiam ser feitas de bronze, mármore, cera e, possivelmente, outros materiais. Sua função era tanto servir como foco para adoração e oferendas, quanto como suporte para que os Manes nelas habitassem, a fim de participar da vida diária da família, escutar conversas, manter-se presentes e protegê-la. Estas mesmas imagines também podiam ser utilizadas por atores durante certos rituais funerários para que pudessem interpretar o defunto.
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Os manes, ou Di Manes, segundo a cultura e crença romana, são entidades ctônicas que representavam a alma dos mortos. Eles são espíritos divinizados que continuam a existir depois que seus respectivos corpos falecem. Todos que morrem tornam-se um mane, sendo posteriormente especificados em lare ou parentes por seus familiares.[1]
O termo se aplica para os mortos como um coletivo, porém Manes individuais eram reconhecidos e podiam receber adoração como ancestrais e outros parentes ou figuras de fama, como heróis e imperadores. A virtude de Pietas (interpretada como dever ao divino e à família) se estendia para os familiares mortos, vistos igualmente como divinos e parentes.[2]
Os manes são considerados entidades menores, geralmente cultuadas em ambientes domésticos, cabendo a cada indivíduo e/ou família cultuá-los em seus próprios lares. Acreditava-se que o culto a essas entidades traria prosperidade às famílias que o fizessem; também havia a crença de que, caso não recebessem a devida atenção, esses espíritos trariam infortúnio aos que ousassem a negligência. A esses seres eram ofertados vinho, mel, leite, flores, etc. Essas entidades também eram consagradas, em âmbito mais generalizado, em alguns festivais e celebrações, tais como a Parentalia, a Feralia, a Rosaria e a Lemuria. [3]
Os manes estão associados com outras entidades domésticas, como os Lares, os Lemures, os Genii e os Di Penates. Associa-se manes, também, à deusa Mânia, mãe dos Manes, pertencendo ela à categoria dos gênios populares. [3]
O mane em si, segundo a crença dos romanos, é a faísca divina de vida que cada pessoa possui, estando localizada na cabeça do indivíduo.[1]
Pode ser que a partícula “di”, em Di Manes, seja um plural contraído da palavra “deus” (dei>dii>di). Isso, porém, é amplamente discutido por pesquisadores, pois não há um consenso se a palavra “manes” é um nome ou um adjetivo. No caso de ser um adjetivo, o termo Di Manes, quando traduzido para português, seria “deuses manes”.[2]
Era muito comum que as palavras “dis manibus” (dedicado aos deuses manes) fossem escritas nos túmulos dos falecidos sob a abreviação “DM”. Devido a falta de consenso sobre a categoria gramatical da palavra “manes”, outras traduções são possíveis: “aos deuses manes”; “aos manes”; “aos espíritos dos mortos”. Leis religiosas protegiam tanto os corpos quanto os cemitérios, necrópoles ou tumbas, as quais eram tidas como lugares religiosos (locus religiosus).[2]
Era comum que famílias romanas mantivessem estatuetas, bustos e máscaras mortuárias no atrium de suas casas. Estas imagens (imagines) podiam ser feitas de bronze, mármore, cera e, possivelmente, outros materiais. Sua função era tanto servir como foco para adoração e oferendas, quanto como suporte para que os Manes nelas habitassem, a fim de participar da vida diária da família, escutar conversas, manter-se presentes e protegê-la.[1][4] Estas mesmas imagines também podiam ser utilizadas por atores durante certos rituais funerários para que pudessem interpretar o defunto.[5]
Referências
[editar | editar código]- ↑ a b c MARK, Joshua. «Roman Household Spirits: Manes, Pares and Lanes». World History Encyclopedia
- ↑ a b c KING, Charles W. The Ancient Roman Afterlife. [S.l.: s.n.]
- ↑ a b GRIMAL, Pierre. Dicionário da mitologia grega e romana. [S.l.: s.n.] p. 289
- ↑ Mazzeri, Chiara M. (17 de novembro de 2014). «Ancestors at the gate». Opuscula. Annual of the Swedish Institutes at Athens and Rome: 7–22. ISSN 2004-7142. doi:10.30549/opathrom-07-02. Consultado em 4 de dezembro de 2025
- ↑ Grimal, Pierre (9 de abril de 2025). La Civilisation romaine. [S.l.]: Flammarion. Consultado em 4 de dezembro de 2025
