Spahi
Os spahis são tropas de cavalaria ligeira do exército francês recrutadas entre a população nativa do Norte de África comandadas por oficiais europeus.

Os spahis são tropas de cavalaria ligeira do exército francês recrutadas entre a população nativa do Norte de África comandadas por oficiais europeus.[1]
História
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As primeiras unidades de spahis coloniais formaram-se em 1831, na Argélia, Tunísia e Marrocos, e foram envolvidas em várias guerras, tanto nas colónias como na frente europeia. Durante a maior parte da sua história, os spahis do Exército de Terra Francês vestiam um uniforme ao estilo turco otomano, similar ao dos zuavos, mas com o característico albornoz argelino. Na cabeça usavam o guennour, um tipo de turbante, ou fez (chamado oficialmente chéchia) que caracterizava aos corpos coloniais do exército francês. Como o resto de tropas coloniais francesas, em 1915, o uniforme de campanha passou a ser de cor caqui, mas conservando detalhes próprios do desenho original, bem como o chapéu fez. A maior parte das unidades de spahis do exército francês foram extintas em 1962, com a extinção do exército colonial francês. Para manter a tradição, o exército francês mantém um único regimento de spahis, mas agora formado por cidadãos franceses, aquartelado em Valence, no departamento de Drôme, em França.
Miscelânea
[editar | editar código]Maximiliano Morrel, um das personagens principais de O conde de Montecristo, de Alexandre Dumas, é capitão de spahis.
Referências
- ↑ Sumner, Ian (2012). The French Army 1939-45 (2) (em inglês). [S.l.]: Osprey Publishing. p. 16