Small science
Em contraste com a chamada big science, a small science refere-se a esforços em menor escala, tanto de pesquisa quanto de divulgação em ciência e tecnologia em quaisquer de seus aspectos e ramos, realizados e até financiados por indivíduos ou por pequenos grupos de pessoas. Em muitos casos, esses esforços são organizados institucionalmente como uma fundação ou uma ONG, ou eventualmente como um serviço comunitário com o apoio de outra instituição, como uma igreja, uma fundação ou instituição de maior porte, um grupo social, um grupo de reflexão filosófica, um órgão estatal, etc. O termo smal science pode ser traduzido para o português como “ciência de pequeno porte”, “ciência menor”, “ciência de filantropia” ou “ciência de pequenos passos”, já que os aspectos vinculados às próprias pesquisas ou reflexões teórico-científicas, e/ou à divulgação ou ao ensino, em geral se desenvolvem sem exigir muitos recursos e infraestrutura. De fato, para esse tipo de investigação e prática científica, o fundamental são os recursos humanos, pois, em muitos casos, além deles, pouca coisa adicional costuma ser necessária. É verdade que sempre há materiais requeridos: papelaria, talvez um computador e uma conexão à internet, um telescópio, produtos químicos e tubos de ensaio, um arquivo, um telefone, um veículo para garantir o transporte de pessoas ou de materiais. Mas, em muitos casos, esses insumos podem ser perfeitamente financiados com pequenas doações ou receitas modestas e/ou, às vezes, do próprio bolso dos envolvidos, e sobretudo com o trabalho voluntário dos participantes. O fato de a smal science ser qualificada como “ciência menor” não implica que as pesquisas e os projetos desenvolvidos nesse âmbito não possam alcançar um nível de excelência. Pelo contrário, algumas das contribuições obtidas nesse campo podem, sem dúvida, ser muito significativas. O que se quer dizer com isso é que os resultados alcançados podem surgir com o envolvimento de poucos recursos humanos, bem como de poucos recursos materiais e de infraestrutura. Quanto ao financiamento ou às remunerações que possam existir nesse tipo de projeto, embora não haja limites ou regulamentações estritas, em linhas gerais pressupõe-se a ausência de fins lucrativos, e que os recursos necessários e demais meios tenham uma dimensão tal que possam ser sustentados por doações de pequeno porte, ou mesmo pela filantropia de uma única pessoa. Certas instituições, como a National Science Foundation, a DARPA, ou determinados órgãos estaduais ou federais dos Estados Unidos, são geralmente as responsáveis por financiar as macroinvestigações da big science. A razão disso é a ideia generalizada de que pesquisas de grande porte exigem recursos muito significativos, que só podem ser obtidos por meio de instituições estatais ou internacionais muito poderosas, ou eventualmente por grandes instituições privadas, já que tentativas de economia podem resultar em uma redução bastante relevante dos resultados alcançados. Em resumo, se há ambição em relação aos resultados esperados, é necessário, paralelamente, ser generoso quanto ao financiamento e às condições de trabalho oferecidas. No entanto, é justo reconhecer que projetos de menor escala que estão no âmbito da smal science têm demonstrado funcionar muito bem em áreas como a química e a biologia. Por isso, as instituições mencionadas também financiam esse tipo de iniciativa.
Em contraste com a chamada big science, a small science refere-se a esforços em menor escala, tanto de pesquisa quanto de divulgação em ciência e tecnologia em quaisquer de seus aspectos e ramos, realizados e até financiados por indivíduos ou por pequenos grupos de pessoas. Em muitos casos, esses esforços são organizados institucionalmente como uma fundação ou uma ONG, ou eventualmente como um serviço comunitário com o apoio de outra instituição, como uma igreja, uma fundação ou instituição de maior porte, um grupo social, um grupo de reflexão filosófica, um órgão estatal, etc.
O termo smal science pode ser traduzido para o português como “ciência de pequeno porte”, “ciência menor”, “ciência de filantropia” ou “ciência de pequenos passos”, já que os aspectos vinculados às próprias pesquisas ou reflexões teórico-científicas, e/ou à divulgação ou ao ensino, em geral se desenvolvem sem exigir muitos recursos e infraestrutura. De fato, para esse tipo de investigação e prática científica, o fundamental são os recursos humanos, pois, em muitos casos, além deles, pouca coisa adicional costuma ser necessária. É verdade que sempre há materiais requeridos: papelaria, talvez um computador e uma conexão à internet, um telescópio, produtos químicos e tubos de ensaio, um arquivo, um telefone, um veículo para garantir o transporte de pessoas ou de materiais. Mas, em muitos casos, esses insumos podem ser perfeitamente financiados com pequenas doações ou receitas modestas e/ou, às vezes, do próprio bolso dos envolvidos, e sobretudo com o trabalho voluntário dos participantes.
O fato de a smal science ser qualificada como “ciência menor” não implica que as pesquisas e os projetos desenvolvidos nesse âmbito não possam alcançar um nível de excelência. Pelo contrário, algumas das contribuições obtidas nesse campo podem, sem dúvida, ser muito significativas. O que se quer dizer com isso é que os resultados alcançados podem surgir com o envolvimento de poucos recursos humanos, bem como de poucos recursos materiais e de infraestrutura. Quanto ao financiamento ou às remunerações que possam existir nesse tipo de projeto, embora não haja limites ou regulamentações estritas, em linhas gerais pressupõe-se a ausência de fins lucrativos, e que os recursos necessários e demais meios tenham uma dimensão tal que possam ser sustentados por doações de pequeno porte, ou mesmo pela filantropia de uma única pessoa.
Certas instituições, como a National Science Foundation, a DARPA, ou determinados órgãos estaduais ou federais dos Estados Unidos, são geralmente as responsáveis por financiar as macroinvestigações da big science. A razão disso é a ideia generalizada de que pesquisas de grande porte exigem recursos muito significativos, que só podem ser obtidos por meio de instituições estatais ou internacionais muito poderosas, ou eventualmente por grandes instituições privadas, já que tentativas de economia podem resultar em uma redução bastante relevante dos resultados alcançados. Em resumo, se há ambição em relação aos resultados esperados, é necessário, paralelamente, ser generoso quanto ao financiamento e às condições de trabalho oferecidas. No entanto, é justo reconhecer que projetos de menor escala que estão no âmbito da smal science têm demonstrado funcionar muito bem em áreas como a química e a biologia. Por isso, as instituições mencionadas também financiam esse tipo de iniciativa.
A importância da chamada ciência menor
[editar | editar código]É justo reconhecer que a chamada “ciência menor”, em muitos casos, ajuda a definir os objetivos e as direções de muitos megaprojetos científicos, já que, em um ambiente mais limitado, mais controlado e menos disperso, é possível sintetizar e interpretar melhor objetivos e possibilidades de longo e de muito longo prazo. Além disso, a smal science ocorre com muita naturalidade em ambientes universitários, onde costumam se formar pequenos grupos que desenvolvem grande criatividade, nos quais problemas são continuamente levantados e resolvidos, e onde também há uma formação constante de jovens pesquisadores. Muitos projetos de grande interesse surgem justamente nas universidades e, em suas etapas iniciais, desenvolvem-se quase como hobbies e/ou com trabalho voluntário ou semi-voluntário. É a partir daí que esses projetos avançam, desde o início, sem a necessidade de estarem inseridos em um contexto de recursos super abundantes.
De acordo com a opinião de James M. Caruthers, professor de engenharia química na Purdue University, projetos de big science são muito bem organizados desde o início, quando os pesquisadores envolvidos conseguem definir e compreender claramente esses projetos, mesmo que ainda nada de muito significativo tenha sido construído ou produzido. Há, portanto, um ponto de contato entre a "ciência maior" e a "ciência menor", no qual a primeira acaba sendo beneficiada.
Mas, além disso, a "ciência menor" é “terrivelmente heterogênea” e abrange muito mais do que a "ciência maior" justamente por sua grande variedade. É verdade que um megaprojeto científico imprime um impulso muito significativo ao progresso da ciência, mas projetos desse tipo são poucos, enquanto os projetos científicos de pequeno porte são numerosos. Em resumo, as contribuições destes últimos, no conjunto, chegam a duplicar ou até triplicar as contribuições dos primeiros.
A própria American Geophysical Union afirma de forma contundente a importância das contribuições da chamada "ciência menor" para o progresso científico global. Assim, o que sem dúvida convém à humanidade é que se desenvolvam de forma equilibrada tanto a "ciência maior" quanto a "ciência menor".[1]
Exemplos de projetos de ciência menor com resultados de grande impacto
[editar | editar código]Na história da ciência, podem ser identificados vários projetos de "ciência menor" com enormes impactos globais:
- Veja o enorme impacto da Teoria de Galois, um desenvolvimento pessoal de Évariste Galois, que infelizmente faleceu aos vinte anos em consequência de um duelo. A chamada Teoria de Galois é uma das teorias fundamentais da álgebra abstrata e foi desenvolvida por esse matemático francês em apenas algumas semanas.
- Por sua vez, Albert Einstein desenvolveu sua Teoria da Relatividade Especial quase como um hobby, enquanto trabalhava em tempo integral em um escritório de patentes e ainda era muito jovem.
De fato, muitas das pesquisas científicas desenvolvidas após a Segunda Guerra Mundial podem ser vistas como realizações da "ciência menor". A lista é longa, especialmente nas áreas de eletrônica e informática. Como exemplo, podem ser citados alguns nomes: John von Neumann (1903–1957), Steve Jobs (1955–2011) e Bill Gates (1955–).
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ Poo, Mu-Ming (26 de out. de 2020). «Science big and small». National Science Review. 7 (10). 1519 páginas. PMC 8288803
. PMID 34691482. doi:10.1093/nsr/nwaa239 – via PubMed
Ligaçoes externas
[editar | editar código]- Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «Small Science».
- Jayashree Ramadas, Innovation in Science Education: Case of the “Small Science” Curriculum, 16 de novembro de 2012.
- Small Science With a Big Future: Breakthroughs in Nanotechnology.