Meg Stuart

Meg Stuart (nascida em 1965) é uma coreógrafa e bailarina estadounidense que vive e trabalha entre Bruxelas e Berlim. A sua companhia, Damaged Goods, está sediada em Bruxelas desde 1994.
| Nascimento | |
|---|---|
| Cidadania | |
| Alma mater | |
| Atividades |
| Empregador | |
|---|---|
| Membro de | |
| Website |
(en) www.damagedgoods.be |
| Distinções | Lista detalhada Prêmio Bessie (en) (2008) Konrad Wolf Prize (en) (2012) Leão de Ouro (2018) Deutscher Tanzpreis (en) (2018) Bolsa Guggenheim (2023) |
Meg Stuart (nascida em 1965) é uma coreógrafa e bailarina estadounidense que vive e trabalha entre Bruxelas e Berlim. A sua companhia, Damaged Goods, está sediada em Bruxelas desde 1994.
Inícios como bailarina e coreografa
[editar | editar código]Stuart nasceu em Nova Orleans em 1965. Mudou-se para Nova York em 1983, onde estudou na Universidade de Nova Iorque . Continuou seus estudos na Movement Research, onde estudou diversas técnicas de release e dançou na cena da baixa de Nova Iorque. Na década de 1980, trabalhou como bailarina para Nina Martin, Lisa Kraus, Federico Restrepo e Marcus Stern. Por cinco anos (1986-1992), fez parte da Randy Warshaw Dance Company. [1] A convite do festival Klapstuk em Leuven (Bélgica), em 1991, criou Disfigure Study, a sua primeira performance de longa duração, que lançou sua carreira na Europa. Em Disfigure Study, interpretada pela própria, e os bailarinos Francisco Camacho e Carlota Lagido, Meg Stuart aborda o corpo como uma entidade física vulnerável, que pode ser deformada, desconstruída e deslocada, mas que ainda ressoa com significado.
Interessada em criar sua própria estrutura, Stuart fundou a Damaged Goods em Bruxelas, em 1994. A Damaged Goods é uma estrutura aberta e flexível, que possibilita a produção de projetos diversos e colaborações interdisciplinares. Trabalharam numa ampla panóplia de projetos, desde solos como XXX for Arlene and Colleagues (1995), Soft Wear (2000) e o solo de longa duração Hunter (2014) até coreografias de grande escala como Visitors Only (2003), Built to Last (2012) e UNTIL OUR HEARTS STOP (2015). Outros projetos incluem videoarte, instalações e criações site-specific. O seu trabalho percorreu o circuito internacional de teatro e também foi apresentado na Documenta X em Kassel (1997), na Manifesta7 em Bolzano (2008) e na PERFORMA09 em Nova York. [2]
A Damaged Goods tem uma colaboração contínua com o Kaaitheater (Bruxelas) e HAU Hebbel am Ufer (Berlim). Antes colaborou também com Schauspielhaus Zürich (2000–2004), Volksbühne am Rosa-Luxemburg-Platz Berlin (2005–2010), Münchner Kammerspiele (2010–2015) e Ruhrtriennale (2015–2017) [2]
Improvisação e colaboração artística
[editar | editar código]A improvisação é uma parte fundamental da prática de Meg Stuart. Ela co-iniciou vários projetos de improvisação, como Crash Landing e Auf den Tisch! . Em 2016, Stuart organizou City Lights – um encontro contínuo no HAU Hebbel am Ufer, em Berlim, em colaboração com um grupo exclusivamente feminino de artistas locais. [2]
Stuart esforça-se por desenvolver uma nova linguagem para cada peça em colaboração com artistas de diferentes disciplinas criativas e navega na tensão entre dança e teatro. Colaborações anteriores incluem trabalhos desenvolvidos com os artistas visuais Gary Hill e Ann Hamilton, e compositores como Hahn Rowe e Brendan Dougherty. Através da improvisação, Stuart explora estados físicos e emocionais ou as memórias deles. O seu trabalho artístico é análogo a uma identidade em constante transformação que se redefine continuamente enquanto busca novos contextos e territórios de apresentação para a dança. [2]
Ensino
[editar | editar código]Paralelamente ao seu trabalho como coreógrafa, Stuart dá workshops regularmente em escolas de dança, festivais e instituições. No livro Are we here yet? (2ª edição, 2013), ela reflete sobre sua prática em conversa com o editor Jeroen Peeters e descreve os exercícios, tarefas e narrativas que utiliza em workshops e no processo criativo. [2]
Prémios
[editar | editar código]Meg Stuart e Damaged Goods receberam o Prémio de Cultura KULeuven (2000), o prémio de teatro alemão Der Faust (2006) por sua coreografia de Replacement, o prestigioso Prémio Francês de Crítica (2008) por BLESSED, um Prémio de Dança e Performance de Nova York (2008), também conhecido como BESSIE pela sua obra, o Prémio de Cultura Flamenga (2008) e o Prémio Konrad Wolf 2012. [1]
Em 2014, Meg Stuart recebeu o Grand Prix de la Danse de Montréal, um prémio concedido desde 2011 a artistas da dança que contribuíram significativamente para a arte da dança. [3] Nesse mesmo ano, a revista alemã Tanz — Zeitschrift für Ballett, Tanz unfd Performance nomeou-a coreógrafa do ano pelas suas produções Sketches/Notebook e Hunter . [4]
Em 2018, a Bienal de Veneza concedeu a Meg Stuart o Leão de Ouro pelo conjunto da Obra na categoria de dança. Ela recebeu o prémio pelo seu constante desenvolvimento de novas linguagens e métodos para cada nova criação, na qual ela continua a redefinir novos contextos e territórios para a dança. Meg Stuart/Damaged Goods recebeu também o Prémio Alemão de Dança (Deutscher Tanzpreis Award) de intérprete de destaque da Associação Alemã de Dança (Dachverband Tanz Deutschland) naquele ano.
Coreografias/colaborações
[editar | editar código]
- Disfigure Study, 1991[5]
- No Longer Readymade, 1993[6]
- Swallow my yellow smile, 1994[7]
- XXX for Arlene and Colleagues, 1995[8]
- No One is Watching, 1995[9]
- Inside Skin #1 They live in Our Breath, 1996[10]
- Splayed Mind Out, 1997[11]
- Remote, 1997[12]
- appetite, 1999[13]
- Comeback, 1999
- Snapshots, 1999
- I'm all yours, 2000[14]
- Private Room, 2000[15]
- sand table, 2000[16]
- Soft Wear, 2000[17]
- Highway 101, 2000/2001[18]
- Alibi, 2001[19]
- Henry IV, 2002
- Das goldene Zeitalter, 2003
- Visitors Only, 2003[20]
- Forgeries, Love and Other Matters, 2004[21]
- Der Marterphahl, 2005
- REPLACEMENT, 2006[22]
- It's not funny!, 2006[23]
- Blessed, 2007[24]
- Maybe Forever, 2007[25]
- All Together Now, 2008[26]
- Die Massnahme/Mauser, 2008
- Do Animals Cry, 2009[27]
- the fault lines, 2010[28]
- Signs of Affection, 2010[29]
- Off Course, 2010[30]
- Atelier, 2011[31]
- VIOLET, 2011[32]
- Built to Last, 2012[33]
- Sketches/Notebook, 2013[34]
- An evening of solo works, 2013[35]
- Hunter, 2014[36]
- UNTIL OUR HEARTS STOP, 2015[37]
- Inflamável, 2016[38]
- Shown and Told, 2016[39]
- Atelier III, 2017[40]
- Projecting [Space[, 2017[41]
- Celestial Sorrow, 2018[42]
Improvisações
[editar | editar código]Projetos
[editar | editar código]- Running, 1992[48]
- This is the Show and the Show is Many Things, 1994[49]
- Revisited, 2007[50]
- walk+talk #2, 2008[51]
- Intimate Strangers, Brussels, 2008[52]
- walk+talk #16, 2011[53]
- Intimate Strangers, Ghent, 2011[54]
Obras em vídeo
[editar | editar código]- Smell the flowers while you can (Johan Grimonprez, 1994–2012, 6 min)[55]
- Meg Stuart’s Alibi (Maarten Vanden Abeele, 2001, 24 min)[56][57][58]
- the invited (Jonathan Inksetter, 2003, 12 min)[56][57][59]
- Somewhere in between (Pierre Coulibeuf, 2004, 67 min)[60][61]
- The Only Possible City (Meg Stuart, 2008)[56][57][62]
- I thought I'd never say this (Philipp Hochleichter, 2008, video-installatie)[63]
- Inflamável (Meg Stuart, 2016, 16 min)[56][57]
- Study of a Portrait (Meg Stuart, 2016, video-installatie)[64]==Referências==
- ↑ a b «deSingel». desingel.be
- ↑ a b c d e «Damaged Goods / Meg Stuart – About». www.damagedgoods.be
- ↑ «MEG STUART». Les Prix de la Danse
- ↑ «Canvas: (her)bekijk je favoriete programma's: actua, docu en series | VRT NU». www.vrt.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Disfigure Study». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – No Longer Readymade». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Swallow My Yellow Smile». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – XXX for Arlene and Colleagues». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – No One is Watching». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Insert Skin #1 – They Live in Our Breath». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Splayed Mind Out». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Remote». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – appetite». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – I'm all yours». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Private Room». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – sand table». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Soft Wear». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Highway 101». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Alibi». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Visitors Only». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Forgeries, Love and Other Matters». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Replacement». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – It's not funny». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – BLESSED». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Maybe Forever». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – All Together Now». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Do Animals Cry». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – the fault lines». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Signs of Affection». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Off Course». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Atelier». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – VIOLET». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Built to Last». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Sketches/Notebook». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – An evening of solo works». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Hunter». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – UNTIL OUR HEARTS STOP». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Inflamável». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Shown and Told». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Atelier III». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Celestial Sorrow». 30 de março de 2018. Cópia arquivada em 30 de março de 2018
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Crash Landing». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Auf den Tisch!». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Politics of Ecstasy». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Atelier II». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – City Lights – a continuous gathering». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Running». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – This is the Show and the Show is Many Things». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Revisited». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – walk+talk #2». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Intimate Strangers, Brussels». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – walk+talk #16». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Intimate Strangers, Ghent». www.damagedgoods.be
- ↑ «ARGOS centre for art and media». 2019.argosarts.org
- ↑ a b c d «Showings | BOZAR». www.bozar.be. Arquivado do original em 18 de maio de 2017
- ↑ a b c d https://web.archive.org/web/20170422213051/http://www.bozar.be/file/1787/download. Consultado em 8 de maio de 2019. Arquivado do original em 22 de abril de 2017 Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Meg Stuart's Alibi». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – the invited». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Somewhere in between». www.damagedgoods.be
- ↑ «Somewhere in Between» – via www.imdb.com
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – The Only Possible City». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – I thought I'd never say this». www.damagedgoods.be
- ↑ «Damaged Goods / Meg Stuart – Study of a Portrait». www.damagedgoods.be