Inka
Inka Shōmei (印可証明), (em coreano: Inga) é um termo usado no Budismo Zen para denotar um alto nível de certificação. Literalmente significa "o selo legítimo de prova apresentada claramente". No passado, inka era dada usualmente na forma de um documento real, mas esta prática não é mais comum. Um mestre Zen qualificado dá o inka apenas a seus estudantes que se tenham demonstrado líderes e capazes de ensinar. James H. Austin diz que "O ideograma para inka tem duas partes: in está de um lado, ka do outro. O significado inicial reside no caractere para in (yin em chinês). A metade direita deste in consiste num caractere antigo na forma do nosso P moderno. Em tempos antigos este caractere representava um objeto real. Era a imagem da metade direita (P) do selo imperial oficial (IP), após o imperador haver quebrado o selo na metade." A metade direita do selo era então dada a um indivíduo que poderia agir por autoridade do imperador, enquanto o próprio imperador manteria a metade esquerda. Na escola Rinzai de Zen, inka é o indicador oficial de um mestre e denota um indivíduo que completou com sucesso o estudo dos koans e recebeu o título de roshi. De acordo com Peter Matthiessen, "Na tradição Rinzai, inka é equivalente à transmissão do dharma". Em outras escolas, como na Harada-Yasutani, inka é uma aprovação que vai além da transmissão do Dharma — dada a um mestre que confirmadamente é "um sucessor iluminado do Buda". Na escola de Zen Kwan Um, inga não está associado à transmissão do Dharma; denota, ao invés disso, que o indivíduo é um Ji Do Poep Sa Nim e pode liderar retiros e ensinar a prática de koans aos outros. A escola de Zen japonesa Sōtō também confere inka shōmyō (ou inshō) a estudantes com o sentido de "'[passar] o selo de aprovação a uma realização da iluminação'" — e um estudante precisa passar por uma cerimônia shiho para receber a transmissão do Dharma.
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Inka Shōmei (印可証明), (em coreano: Inga) é um termo usado no Budismo Zen para denotar um alto nível de certificação. Literalmente significa "o selo legítimo de prova apresentada claramente".[1] No passado, inka era dada usualmente na forma de um documento real, mas esta prática não é mais comum.[2] Um mestre Zen qualificado dá o inka apenas a seus estudantes que se tenham demonstrado líderes e capazes de ensinar.
James H. Austin diz que "O ideograma para inka tem duas partes: in está de um lado, ka do outro. O significado inicial reside no caractere para in (yin em chinês). A metade direita deste in consiste num caractere antigo na forma do nosso P moderno. Em tempos antigos este caractere representava um objeto real. Era a imagem da metade direita (P) do selo imperial oficial (IP), após o imperador haver quebrado o selo na metade."[3] A metade direita do selo era então dada a um indivíduo que poderia agir por autoridade do imperador, enquanto o próprio imperador manteria a metade esquerda. Na escola Rinzai de Zen, inka é o indicador oficial de um mestre e denota um indivíduo que completou com sucesso o estudo dos koans e recebeu o título de roshi.[4]
De acordo com Peter Matthiessen, "Na tradição Rinzai, inka é equivalente à transmissão do dharma".[5]
Em outras escolas, como na Harada-Yasutani, inka é uma aprovação que vai além da transmissão do Dharma — dada a um mestre que confirmadamente é "um sucessor iluminado do Buda".[6] Na escola de Zen Kwan Um, inga não está associado à transmissão do Dharma; denota, ao invés disso, que o indivíduo é um Ji Do Poep Sa Nim e pode liderar retiros e ensinar a prática de koans aos outros.[1] A escola de Zen japonesa Sōtō também confere inka shōmyō (ou inshō) a estudantes com o sentido de "'[passar] o selo de aprovação a uma realização da iluminação'"[7] — e um estudante precisa passar por uma cerimônia shiho para receber a transmissão do Dharma.[8]
Referências
Bibliografia
[editar | editar código]- Aitken, Robert Baker (2003). The Morning Star: New and Selected Zen Writings. [S.l.]: Shoemaker & Hoard. ISBN 1593760019
- Austin, James H. (1998). Zen and the Brain: Toward an Understanding of Meditation and Consciousness. [S.l.]: MIT Press. ISBN 0262511096
- Bodiford, William M. (inverno de 1991). «Dharma Transmission in Soto Zen: Manzan Dohaku's Reform Movement». Sophia University. Monumenta Nipponica. 46 (4): 423–451. ISSN 0027-0741
- Ford, James Ishmael (2006). Zen Master Who?: A Guide to the People and Stories of Zen. [S.l.]: Wisdom Publications. ISBN 0861715098
- Hori, Victor Sōgen (2003). Zen Sand: The Book of Capping Phrases for Kōan Practice. [S.l.]: University of Hawaii Press. ISBN 0824822846
- Matthiessen, Peter (1998). Nine-headed Dragon River: Zen Journals, 1969-1985. [S.l.]: Shambhala Publications. ISBN 0877733252
- O'Halloran, Maura (2007). Pure Heart, Enlightened Mind: The Life and Letters of an Irish Zen Saint. [S.l.]: Wisdom Publications. ISBN 0861712838
- Seager, Richard Hughes (1999). Buddhism In America. [S.l.]: Columbia University Press. ISBN 0231108680