Colosteidae

Colosteidae é uma família de estegocefálios (tetrápodes basais do grupo-tronco) que viveu durante o Carbonífero. Esses animais apresentam uma combinação de características encontradas em diferentes grupos de tetrápodes e tetrápodes basais, o que historicamente dificultou sua classificação. Atualmente, os colosteídeos são considerados parte de uma linhagem intermediária entre os primeiros vertebrados terrestres do Devoniano, como Ichthyostega, e os grupos que deram origem a todos os tetrápodes modernos, como os temnospôndilos (provavelmente ancestrais dos anfíbios atuais) e os reptiliomorfos (ancestrais dos amniotas, grupo que inclui mamíferos, répteis e aves).
Colosteidae
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| Ocorrência: Carbonífero 345–306,5 Ma | |||||||||
| Estado de conservação | |||||||||
| Extinta (fóssil) | |||||||||
| Classificação científica | |||||||||
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| Gêneros | |||||||||
Colosteidae é uma família de estegocefálios (tetrápodes basais do grupo-tronco) que viveu durante o Carbonífero. Esses animais apresentam uma combinação de características encontradas em diferentes grupos de tetrápodes e tetrápodes basais, o que historicamente dificultou sua classificação.
Atualmente, os colosteídeos são considerados parte de uma linhagem intermediária entre os primeiros vertebrados terrestres do Devoniano, como Ichthyostega, e os grupos que deram origem a todos os tetrápodes modernos, como os temnospôndilos (provavelmente ancestrais dos anfíbios atuais) e os reptiliomorfos (ancestrais dos amniotas, grupo que inclui mamíferos, répteis e aves).[1][2]
Descrição
[editar | editar código]Os colosteídeos possuíam corpo alongado, com cerca de 40 vértebras estimadas, sem contar a cauda. O crânio era relativamente achatado e composto por numerosos ossos separados, como ocorre em outros estegocefálios. Diferentemente dos temnospôndilos e de outros “labirintodontes”, os colosteídeos não apresentavam incisuras óticas (entalhes na parte posterior do crânio). Contudo, possuíam grandes presas tanto na mandíbula inferior quanto no palato (céu da boca), além de dentes marginais menores situados ao longo da borda da boca, como ocorre nos chamados labirintodontes.[1]
O crânio era recoberto por largos sulcos sensoriais conhecidos como linhas laterais, que se estendiam desde a parte posterior do crânio até a ponta do focinho. Em muitos estegocefálios aquáticos, essas linhas laterais passam sob as narinas sem interrupção ao alcançar a extremidade do focinho, ou então se dividem em sulcos separados pelas narinas. Nos colosteídeos, porém, desenvolveu-se um arranjo único: as linhas laterais curvam-se tanto abaixo das narinas que chegam a tocar os dentes marginais. Assim, é a borda do crânio, e não as narinas, que subdivide os sulcos.[1]
As presas da mandíbula inferior eram maiores que as do palato, embora estas também fossem bastante desenvolvidas. Uma característica distintiva dos colosteídeos é a presença de um par de presas palatais localizadas nos ossos pré-maxilares, na ponta do focinho, condição incomum entre os estegocefálios.[3]
Associada à posição anterior dessas presas, a mandíbula inferior desenvolveu uma reentrância em cada lado, próxima à sínfise (região do “queixo” onde as duas metades da mandíbula se unem). A própria sínfise é formada por uma área óssea rugosa nos ossos dentários esquerdo e direito. Essa região apresenta um complexo sistema de cristas que lhe confere textura descrita como “brassicada”, semelhante à superfície de uma couve-flor. Apenas o gênero Megalocephalus é conhecido por compartilhar essa característica com os colosteídeos.[4]
A mandíbula também se destaca por possuir uma única abertura alongada em sua face interna, chamada forame exomeckeliano (ou fenestra meckeliana). Estegocefálios mais antigos, como Ichthyostega, apresentavam apenas uma fenda discreta na mandíbula, enquanto a maioria dos grupos posteriores desenvolveu uma série de pequenas aberturas bem definidas.[1]
A análise abaixo foi feita por Swartz in 2012, mostrando a relação entre os colosteídeos com outros tetrapodomorfos.[5]
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Referências
- ↑ a b c d John R. Bolt; R. Eric Lombard (2010). «Deltaherpeton hiemstrae, a New Colosteid Tetrapod from the Mississippian of Iowa». Journal of Paleontology. 84 (6): 1135–1151. doi:10.1666/10-020.1
- ↑ «Tetrapoda: Carboniferous Forms. Colosteidae». Palaeos. Consultado em 28 de fevereiro de 2026
- ↑ Lombard, R. Eric; Bolt, John R. (2001). «The mandible of the primitive tetrapod Greererpeton, and the early evolution of the tetrapod lower jaw». Journal of Paleontology (em inglês). 75 (5): 1016–1042. ISSN 1937-2337. JSTOR 1307064. doi:10.1017/S0022336000039913
- ↑ «Museum of Geology & Natural History: Selected Fossils». West Virginia: Geological & Economic Survey. Consultado em 28 de fevereiro de 2026
- ↑ Swartz, B. (2012). «A marine stem-tetrapod from the Devonian of Western North America». PLOS ONE. 7 (3). PMC 3308997
. PMID 22448265. doi:10.1371/journal.pone.0033683