Alfredo Chaves
Alfredo Chaves é um município brasileiro localizado no sul do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Situa-se às margens do Rio Benevente, a aproximadamente 86 km de Vitória, capital estadual. Ocupa uma área de 615,7 km², com população de 13 836 habitantes pelo Censo de 2022 e estimativa de 14 376 habitantes para 2025, distribuída majoritariamente na zona rural. O município possui uma economia de base rural, sustentada principalmente pela bananicultura, cafeicultura e pecuária leiteira. A Secretaria Municipal de Turismo e Cultura identifica o município como a "Capital Estadual do Turismo de Aventura", em referência à oferta de esportes como voo livre, rapel e trilhas, além de atrações naturais como cachoeiras e serras inseridas no bioma Mata Atlântica.
Alfredo Chaves | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | alfredense[1] |
| Mapa de Alfredo Chaves | |
| Coordenadas: 20° 38′ 06″ S, 40° 45′ 00″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Espírito Santo |
| Municípios limítrofes | Norte: Marechal Floriano e Domingos Martins; Sul: Iconha e Rio Novo do Sul; Leste: Anchieta e Guarapari; Oeste: Vargem Alta |
| Distância até a capital | 86 km[2] |
| Fundação | 24 de janeiro de 1891 (135 anos)[3] |
| Distritos | Lista
|
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Hugo Luiz Picoli Meneghel[1] (PP, 2025–2028) |
| Área | |
| • Total [1] | 615,677 km² |
| • Urbana (IBGE/2019) [1] | 2,35 km² |
| População | |
| • Total (Censo IBGE/2022) [1] | 13 836 hab. |
| • Estimativa (IBGE/2025) | 14 376 hab. |
| Densidade | 22,5 hab./km² |
| Clima | tropical subquente superúmido (Aw)[5] |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH (PNUD/2010) [6] | 0,710 — alto |
| PIB (IBGE/2021) [7] | R$ 457 719,48 mil |
| • Per capita (IBGE/2021) | R$ 31 201,06 |
| Sítio | alfredochaves.es.gov.br (Prefeitura) camaraalfredochaves.es.gov.br (Câmara) |
Alfredo Chaves é um município brasileiro localizado no sul do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Situa-se às margens do Rio Benevente, a aproximadamente 86 km de Vitória, capital estadual.[2] Ocupa uma área de 615,7 km², com população de 13 836 habitantes pelo Censo de 2022 e estimativa de 14 376 habitantes para 2025, distribuída majoritariamente na zona rural.[1]
O município possui uma economia de base rural, sustentada principalmente pela bananicultura, cafeicultura e pecuária leiteira.[8] A Secretaria Municipal de Turismo e Cultura identifica o município como a "Capital Estadual do Turismo de Aventura",[9] em referência à oferta de esportes como voo livre, rapel e trilhas, além de atrações naturais como cachoeiras e serras inseridas no bioma Mata Atlântica.
Etimologia
[editar | editar código]O nome do município homenageia Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves, engenheiro e político brasileiro que exerceu os cargos de ministro da Marinha entre agosto de 1885 e junho de 1886, e de ministro da Guerra entre 1886 e 1887. Em 1878, na condição de ministro responsável pela colonização, foi enviado por Dom Pedro II ao Espírito Santo para mediar conflitos entre colonos italianos e indígenas que habitavam as fazendas da região. Em reconhecimento à sua atuação, o povoado que daria origem ao município recebeu seu nome.[3][10]
História
[editar | editar código]Colonização portuguesa e as sesmarias
[editar | editar código]A ocupação territorial do atual município teve início no século XIX, com a colonização de origem portuguesa. Dom Pedro II doou ao guarda de honra da corte imperial, o português Augusto José Álvares e Silva, uma extensão de quinhentos alqueires de terra na região. Essa propriedade foi dividida em cinco partes denominadas sesmarias: do Norte, do Sul, do Leste, do Oeste e Quatinga.[3]
Após a morte de Augusto, sua esposa Macrina Rachel da Conceição herdou as terras e doou parte da sesmaria aos escravos que não dispunham de moradia. A área doada, conhecida como morro do cemitério, passou a ser chamada "Povoado de Nossa Senhora da Assumpção". Com a chegada posterior dos jesuítas de Benevente e a construção de uma igreja, o local passou a ser denominado "Povoação de Nossa Senhora da Conceição".[3]
Imigração italiana
[editar | editar código]Em 1877, os primeiros imigrantes italianos chegaram à região, desembarcando em Benevente (atual Anchieta) e subindo o Rio Benevente de canoa até a sesmaria Quatinga, onde fundaram o povoado de Alto Benevente. Parte desses colonos, receosos das enchentes e dos conflitos com grupos indígenas, prosseguiu rio acima em direção a áreas mais elevadas, estabelecendo-se num local que batizaram de Vila de Todos os Santos. O período inicial foi marcado por condições adversas: matas fechadas, presença de animais silvestres e surtos de malária, que vitimaram membros de diversas famílias.[3]
Em 1878, Dom Pedro II enviou Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves à região para resolver os conflitos entre colonos e indígenas instalados nas fazendas Togneri e Gururu. Novas levas de imigrantes italianos chegaram em 1888 e 1895, colonizando localidades que incluíam as atuais comunidades de Araguaia, Santo André, São Marcos, Matilde, Carolina, Deserto, Urânia, Maravilha e Ibitiruí.[3] Parte desses imigrantes foi desembarcada no Espírito Santo de modo não planejado: comandantes de navios com destino aos portos do sul do Brasil forçavam os passageiros a desembarcar em Benevente ou Itapemirim para reduzir o percurso e evitar quarentenas nos portos de destino, acumulando a diferença como ganho próprio.[11]
Emancipação e primeiros desenvolvimentos
[editar | editar código]O distrito de Alfredo Chaves foi emancipado em 24 de janeiro de 1891, separando-se do município de Benevente, atual Anchieta.[3] O desenvolvimento inicial foi impulsionado pelos imigrantes italianos, que estruturaram o comércio local e expandiram a cafeicultura. Em 1922, foram implantados os serviços de abastecimento de água potável, esgoto e iluminação elétrica.[3]
A construção da Estrada de Ferro Sul do Espírito Santo (EFSES) representou um marco para a integração econômica do município, facilitando o escoamento do café produzido na região em direção ao Porto de Vitória e estimulando o desenvolvimento dos distritos ao longo do traçado ferroviário.[12]
Crise do café e diversificação agrícola
[editar | editar código]A partir da década de 1960, a crise da cafeicultura impulsionou a migração dos produtores rurais para a bananicultura, atividade que demonstrou boa adaptação ao solo e ao clima da região. O crescimento da produção de banana e da pecuária leiteira consolidou uma nova base econômica para o município e deu origem à Festa da Banana e do Leite, evento que integra o calendário cultural alfredense.[10]
Geografia
[editar | editar código]Localização e limites
[editar | editar código]Alfredo Chaves está inserido na encosta da Serra do Capixaba, na porção serrana da Serra do Castelo, no sul do estado.[13] De acordo com a divisão regional do IBGE vigente desde 2017, o município integra as Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Vitória.[14] Até a adoção dessa classificação, integrava a microrregião de Guarapari, pertencente à mesorregião Central Espírito-Santense.
O acesso principal à sede municipal se dá pela Rodovia ES-146 (Rodovia Lauro Ferreira da Silva Pinto), que conecta o município à BR-101, a aproximadamente 83 km de Vitória.[11]
Hidrografia
[editar | editar código]O principal curso d'água do município é o Rio Benevente, que percorre o território de norte a sul e desempenhou papel central tanto na ocupação histórica quanto na formação da paisagem atual. A bacia do Benevente é responsável pela alimentação das diversas cachoeiras e piscinas naturais distribuídas pelos distritos municipais.[11]
Clima
[editar | editar código]O clima é classificado como tropical subquente superúmido, com código Aw segundo a classificação de Köppen.[5] Segundo registros do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) a partir de janeiro de 1979, a menor temperatura registrada no município foi de 6 °C, em 12 de junho de 1999, e a maior atingiu 42 °C, em 9 de janeiro de 1995. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 210,2 mm, registrado em 18 de janeiro de 2020, seguido por 205 mm em 14 de maio de 2012 e 201,6 mm em 2 de março de 2020.[15]
| Dados climatológicos para Alfredo Chaves | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima recorde (°C) | 42 | 41 | 39,6 | 38,6 | 36,8 | 36,2 | 35,5 | 38,2 | 38,4 | 39,6 | 40,4 | 40,3 | 42 |
| Temperatura máxima média (°C) | 32,8 | 33,7 | 32,3 | 30,5 | 28,7 | 27,6 | 27,2 | 27,8 | 28,1 | 29,3 | 30,4 | 31,6 | 30 |
| Temperatura mínima média (°C) | 21,8 | 21,9 | 21,7 | 20,5 | 18,8 | 17,5 | 17,2 | 17,4 | 18,3 | 19,9 | 20,6 | 21,5 | 19,8 |
| Temperatura mínima recorde (°C) | 13 | 12,6 | 11,4 | 11 | 8 | 6 | 7 | 7,2 | 8,4 | 7,6 | 10 | 10,2 | 6 |
| Fonte: INMET (temperaturas médias: normal climatológica de 1981–2010;[16] recordes: 1.º de janeiro de 1979 – presente)[15] | |||||||||||||
Vegetação
[editar | editar código]O município está inserido no bioma Mata Atlântica. A cobertura vegetal é composta predominantemente por floresta estacional semidecidual e floresta ombrófila densa nas encostas serranas. A vegetação nativa é importante para a manutenção dos recursos hídricos que alimentam os rios e cachoeiras do território.
Distritos
[editar | editar código]Alfredo Chaves é composto por sete distritos, conforme registro do IBGE:[4]
- Alfredo Chaves (sede) – concentra a estrutura administrativa, o comércio local e os principais serviços públicos do município.
- Crubixá – comunidade rural de ocupação predominantemente agrícola, localizada no extremo norte do município.
- Ibitiruí – colonizado por imigrantes italianos a partir de 1888, é conhecido regionalmente pelo topônimo popular "Engano".[3]
- Matilde – distrito de maior apelo turístico, abriga a Cachoeira de Matilde e a Estação Ferroviária, além de piscinas naturais e roteiros de aventura.[17]
- Ribeirão do Cristo – reconhecido pela tradição no cultivo de hortaliças e pela presença de pousadas em área serrana.[18]
- Sagrada Família – abriga a Igreja da Sagrada Família, construção com mais de cem anos, cuja imagem da padroeira foi trazida da França e cuja arquitetura interna se mantém preservada desde a inauguração. Integra o roteiro turístico denominado "Sete Maravilhas de Alfredo Chaves".[18]
- Urânia – comunidade rural de colonização italiana estabelecida a partir do final do século XIX.[3]
Economia
[editar | editar código]A base econômica do município é rural, estruturada em torno da bananicultura, da cafeicultura e da pecuária leiteira, com tendência de crescimento do agroturismo como atividade complementar.[8]
Bananicultura
[editar | editar código]A banana é a principal cultura agrícola do município. Alfredo Chaves figura entre os maiores produtores de banana do Espírito Santo, ao lado de Itaguaçu, Linhares, Iconha e Laranja da Terra.[19] No estado, a bananicultura está presente em 76 municípios e em 14 256 estabelecimentos agropecuários, dos quais 79% são de base familiar. Em 2024, a área colhida no Espírito Santo atingiu 29,1 mil hectares e a produção chegou a 426,4 mil toneladas, crescimento de 45% em relação a 2014.[19]
Em março de 2026, o Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural) realizou em Alfredo Chaves o lançamento oficial da cultivar Banana Ambrosia, resultado de mais de vinte anos de pesquisas. A nova variedade, do subtipo nanica, apresenta maior tolerância a doenças como sigatoka-amarela, sigatoka-negra e mal do Panamá (Raça 1). O evento reuniu mais de quinhentos produtores, técnicos e representantes do setor agropecuário, e incluiu a distribuição de aproximadamente 1 200 mudas a agricultores do estado. Alfredo Chaves foi escolhido como sede do lançamento por ser um dos principais polos produtores da fruta no Espírito Santo.[20]
Cafeicultura
[editar | editar código]A cafeicultura foi a principal atividade econômica do município durante a primeira metade do século XX, período em que a Estrada de Ferro Leopoldina viabilizava o escoamento da produção. Após a crise da cultura nos anos 1960, perdeu participação relativa na economia local, mas ainda é cultivada em propriedades familiares, especialmente nas áreas de maior altitude.[10]
Pecuária leiteira
[editar | editar código]A produção de leite é uma atividade tradicional nas propriedades rurais alfredenses, complementando a renda dos agricultores familiares e abastecendo laticínios da região.[10]
Agroturismo e infraestrutura
[editar | editar código]O agroturismo tem crescido como atividade econômica complementar, com produtores comercializando diretamente ao visitante produtos como cachaça artesanal, vinho colonial, biscoitos, massas e doces de tradição ítalo-capixaba ao longo das estradas rurais.[18]
Em 2023, o governo do Espírito Santo investiu R$ 7,3 milhões na pavimentação e drenagem da Rodovia ES-383, no trecho de 3,7 km entre os distritos de Matilde e Carolina, no âmbito do Programa Caminhos do Campo. A obra, segundo o governo estadual, teve como objetivo melhorar o escoamento da produção agrícola e o acesso turístico à região.[8]
Turismo
[editar | editar código]A Secretaria Municipal de Turismo e Cultura denomina o município "Capital Estadual do Turismo de Aventura",[9] designação que remete à oferta de atividades como voo livre, rapel, ciclismo de montanha, trilhas e passeios de quadriciclo. Os três principais roteiros turísticos organizados pela prefeitura são o Caminho das Águas, o Vale da Aventura e as Sete Maravilhas de Alfredo Chaves.[21]
Cachoeira de Matilde
[editar | editar código]A Cachoeira de Matilde, localizada no Parque Ecológico Municipal, no distrito de Matilde, a 18 km da sede, tem queda de aproximadamente 70 m.[17] A área conta com Centro de Apoio ao Turista, escadarias e rampas de acesso. Devido à intensidade da correnteza, o local não é indicado para banho, sendo utilizado para a prática de rapel.[17] A queda integra o roteiro denominado "Sete Maravilhas de Alfredo Chaves", definido por votação pública promovida pela prefeitura em 2013 com o apoio da Secretaria de Estado do Turismo (SETUR).[22]
Estação Ferroviária de Matilde
[editar | editar código]A Estação Ferroviária de Matilde foi construída no âmbito das obras da Estrada de Ferro Sul do Espírito Santo (EFSES) e inaugurada em 1910, sendo a última estação edificada pela EFSES no trecho Vitória–Cachoeiro antes de a linha ser adquirida pela Leopoldina Railway. O projeto é atribuído ao engenheiro inglês Carlos Bloomer Reeve, responsável pelas obras da ferrovia. Segundo registros históricos, o nome do distrito e da estação foi escolhido pelo próprio Reeve em homenagem a sua esposa, razão pela qual a estação foi inicialmente denominada "Engenheiro Reeve".[17] A importância histórica do equipamento está associada ao transporte do café produzido na região até o Porto de Vitória. A ferrovia encontra-se atualmente concedida à Ferrovia Centro-Atlântica, que opera o trecho apenas para transporte de cargas, com as estações desativadas para passageiros.[12]
Rampa de voo livre de Cachoeira Alta
[editar | editar código]A rampa de voo livre da comunidade de Cachoeira Alta, a 5 km da sede municipal, é utilizada para a prática de asa delta e parapente e recebe campeonatos de nível estadual e nacional.[22] Segundo o portal de turismo municipal, a rampa atrai pilotos de diferentes estados brasileiros e do exterior, e a região integra rotas internacionais de voo livre.[11] A infraestrutura disponível no local inclui área de pouso, serviços de resgate e estabelecimentos de apoio ao visitante.[21]
Pedra do Gururu
[editar | editar código]A Pedra do Gururu é uma elevação de aproximadamente 500 m de altitude, a 3 km do centro da sede.[23] O acesso ao cume se dá por trilha com duração estimada de duas horas, onde se localiza um cruzeiro utilizado para celebrações religiosas. O local também é frequentado por praticantes de voo livre de asa delta e parapente.[23]
Outras atrações naturais
[editar | editar código]Entre as demais cachoeiras do município com estrutura de visitação, destacam-se a Cachoeira do Quintino, no distrito de Crubixá, a 23 km da sede, com vegetação preservada ao redor;[22] e a Cachoeira Engenheiro Reeve, também em Matilde, utilizada para a prática de rapel em descidas de até 45 m.[21]
Turismo religioso
[editar | editar código]O Conventinho é uma capela erguida por moradores locais há mais de 150 anos no alto de um morro, acessível por trilha de aproximadamente 30 minutos a 860 m de altitude.[18] A Igreja da Sagrada Família, no distrito homônimo, é uma construção centenária que preserva a arquitetura original e abriga imagem da padroeira proveniente da França. Ambas integram o roteiro "Sete Maravilhas de Alfredo Chaves".[22]
Parque Natural Municipal
[editar | editar código]Na sede do município há um Parque Natural Municipal, próximo ao parque de exposições, com área para caminhadas, lago artificial, casa de apoio e contato com vegetação e fauna local.[18]
Cultura
[editar | editar código]A cultura local é fortemente influenciada pela herança da imigração italiana, refletida na gastronomia, na arquitetura religiosa, nas festas tradicionais e na produção artesanal. Os principais eventos do calendário municipal, conforme registrado pela Secretaria de Estado do Turismo, são:[24]
- Festa da Banana e do Leite – evento dedicado aos dois principais produtos agropecuários do município.
- Festa da Uva e do Vinho – herança direta da tradição vinícola dos colonos italianos.
- Natal Som e Luz – espetáculo natalino realizado na sede.
- Campeonato de Voo Livre – competição de nível estadual sediada na rampa de Cachoeira Alta.
- Campeonato de Motocross
- Encontro de Violeiros
- Festa de São Benedito
- Carnaval e Baile de Aleluia
- Festas religiosas nas comunidades rurais dos distritos.
Infraestrutura
[editar | editar código]Transporte
[editar | editar código]O município é acessado pela Rodovia ES-146 (Rodovia Lauro Ferreira da Silva Pinto), que o conecta à BR-101. O transporte intermunicipal é operado pelas empresas Viação Alvorada e Viação Águia Branca; o transporte municipal, pela Viação Cavalini. A Ferrovia Centro-Atlântica, concessionária da Linha do Litoral da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, opera exclusivamente o transporte de cargas no trecho que corta o município, com as estações desativadas para o embarque de passageiros.[11]
Comunicações
[editar | editar código]O município dispõe de agência dos Correios, emissora de rádio FM (Sociedade Alfredense de Rádio Difusão Ltda., 91,7 MHz) e estação retransmissora de sinais televisivos das principais redes nacionais.[11]
Serviços financeiros
[editar | editar código]Alfredo Chaves conta com agências do Banco do Brasil S/A e do Banestes (Banco do Estado do Espírito Santo S/A), além de serviço de banco postal.[11]
O município é também sede do Sicoob Sul-Litorâneo (Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Sul-Litorânea do Espírito Santo), fundada em 28 de outubro de 1989 e constituída formalmente em janeiro de 1990.[25] Integrada ao Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), a cooperativa tem sua sede administrativa na Rua Guilherme Paterlini, no centro de Alfredo Chaves, e atua nos estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, com 15 agências.[26] Em 2022, a cooperativa inaugurou nova sede com área de 485 m² e quatro pavimentos, concentrando a agência e a administração em um único edifício.[26] Segundo declaração de seu presidente por ocasião da inauguração, mais de um terço da população de Alfredo Chaves mantinha relação financeira com a cooperativa naquele período.[26]
Ver também
[editar | editar código]- Lista de municípios do Espírito Santo
- Lista de municípios do Brasil
- Ferrovia Centro-Atlântica
- Estrada de Ferro Leopoldina
- Imigração italiana no Espírito Santo
- Rio Benevente
- Sicoob
Referências
- ↑ a b c d e f Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Alfredo Chaves». Consultado em 11 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 11 de novembro de 2025
- ↑ a b Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) (2022). «Extensões rodoviárias entre municípios por rodovias estaduais e/ou federais pavimentadas» (PDF). Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e f g h i j Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «História – Alfredo Chaves». Consultado em 11 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 11 de novembro de 2025
- ↑ a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2022). «Unidades territoriais do nível Distrito – Alfredo Chaves». Consultado em 11 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 11 de novembro de 2025
- ↑ a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Brasil – Climas». Biblioteca IBGE. Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 31 de agosto de 2013
- ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2021). «Produto Interno Bruto dos Municípios – 2021». Consultado em 11 de novembro de 2025
- ↑ a b c «Governador inaugura obras e anuncia novos investimentos em Alfredo Chaves». Secretaria de Estado da Educação (SEDU/ES). 25 de agosto de 2023. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ a b «Secretaria de Turismo e Cultura de Alfredo Chaves». Instagram. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ a b c d «História – Alfredo Chaves». Visite o Brasil. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ a b c d e f g «Sobre Alfredo Chaves». Portal de Turismo de Alfredo Chaves. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ a b «Alfredo Chaves – Estação Ferroviária de Matilde». iPatrimônio. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ Incaper 2020, p. 6–7
- ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 10 de novembro de 2018
- ↑ a b Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). «Estação: ALFREDO CHAVES A615». Consultado em 9 de janeiro de 2025
- ↑ INMET. «Normais climatológicas do Brasil». Consultado em 9 de janeiro de 2025
- ↑ a b c d «Alfredo Chaves: guia com os principais pontos turísticos». ES Brasil. 22 de dezembro de 2024. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ a b c d e «História e atrações – Alfredo Chaves e seus distritos». Rota Tecnológica. 19 de março de 2025. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ a b «Espírito Santo ganha nova cultivar de banana mais produtiva e resistente». Folha Vitória. 22 de fevereiro de 2026. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ «Após mais de 20 anos de pesquisas, ES lança nova variedade de banana». Folha Vitória. 4 de março de 2026. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ a b c «Alfredo Chaves vira a Capital Capixaba do Turismo de Aventura». A Gazeta. 17 de dezembro de 2019. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ a b c d «Alfredo Chaves monta roteiro turístico com colaboração dos internautas». Secretaria de Estado do Turismo do Espírito Santo (SETUR). 16 de outubro de 2013. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ a b «Descubra Alfredo Chaves, a capital de aventura do Espírito Santo». Quanto Custa Viajar. 20 de junho de 2022. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ «Alfredo Chaves – Guia do Turismo Brasil». Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ «Cooperativa de Crédito Sul-Litorânea do Espírito Santo». Sistema OCB/ES. Consultado em 21 de abril de 2026
- ↑ a b c «Sicoob Sul-Litorâneo inaugura nova sede». Comunidade Sicoob. 20 de dezembro de 2022. Consultado em 21 de abril de 2026
Bibliografia
[editar | editar código]- Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) (2020). «Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROATER) 2020–2023: Alfredo Chaves» (PDF). Consultado em 11 de novembro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 28 de novembro de 2021
Ligações externas
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Media relacionados com Alfredo Chaves no Wikimedia Commons- Prefeitura de Alfredo Chaves
- Câmara Municipal de Alfredo Chaves
- Alfredo Chaves – Descubra o Espírito Santo (Setur)
- Portal de Turismo de Alfredo Chaves
- Sicoob Sul-Litorâneo


