Adoro te devote
Adoro te devote é um hino de adoração eucarística da tradição católica, composto por Tomás de Aquino no século XIII. Foi escrito originalmente em latim e integra a série de hinos litúrgicos criados por Tomás a pedido do Papa Urbano IV, por ocasião da instituição da festa de Corpus Christi em 1264. O hino expressa profunda reverência ao Santíssimo Sacramento, destacando a fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, mesmo quando os sentidos humanos não o percebem. Sua teologia reflete a doutrina da transubstanciação e é considerada uma das mais belas expressões poéticas da fé cristã. Ao longo dos séculos, Adoro te devote foi traduzido para várias línguas e musicado por diferentes compositores, incluindo César Franck e Maurice Duruflé. Ele é utilizado em missas votivas do Santíssimo Sacramento, hora santa e outras devoções eucarísticas.

Adoro te devote é um hino de adoração eucarística da tradição católica, composto por Tomás de Aquino no século XIII. Foi escrito originalmente em latim e integra a série de hinos litúrgicos criados por Tomás a pedido do Papa Urbano IV, por ocasião da instituição da festa de Corpus Christi em 1264.[1]
O hino expressa profunda reverência ao Santíssimo Sacramento, destacando a fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, mesmo quando os sentidos humanos não o percebem. Sua teologia reflete a doutrina da transubstanciação e é considerada uma das mais belas expressões poéticas da fé cristã.[2]
| Latim | Português | ||
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| Adoro te devote, latens Deitas,
Quae sub his figúris vere látitas Tíbi se cor méum tótum súbjicit Quia te contémplans tótum déficit. Vísus, táctus, gústus in te fállitur, Sed audítu sólo tuto creditur Credo quídquid díxit Dei Fílius Nil hoc verbo veritátis vérius.
At hic látet simul et humánitas Ambo tamen crédens atque cónfitens, Péto quod petívit látro paénitens. Plagas, sicut Thomas, non intúeor Déus tamen méum te confíteor Fac me tíbi semper magis crédere. In te spem habére, te dilígere. O memoriále mórtis Dómini, Pánis vívus vítam praéstans hómini, Praésta méae ménti de te vívere Et te ílli semper dulce sápere. Pie pellicáne Jésu Domine, Me immundum munda túo sánguine, Cújus una stílla sálvum fácere Tótum múndum quit ab ómni scélere. Jesu, quem velátum nunc aspício, Oro fiat illud quod tam sítio, Ut te reveláta cérnens fácie, Vísu sim beátus túae glóriae. Amem. |
Eu vos adoro devotamente, ó Divindade escondida,
Que verdadeiramente oculta-se sob estas aparências A Vós, meu coração submete-se todo por inteiro Porque, vos contemplando, tudo desfalece. A vista, o tato, o gosto falham com relação a Vós, Mas somente em vos ouvir em tudo creio Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus Nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade. Na cruz, estava oculta somente a vossa Divindade, Mas aqui, oculta-se também a vossa Humanidade Eu, contudo, crendo e professando ambas, Peço aquilo que pediu o ladrão arrependido. Não vejo, como Tomé, as vossas chagas Entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus Faça que eu sempre creia mais em Vós. Em vós esperar e vos amar. Ó memorial da morte do Senhor, Pão vivo que dá vida aos homens, Faça que minha alma viva de Vós E que a ela seja sempre doce este saber. Senhor Jesus, bondoso pelicano, Lava-me, eu que sou imundo, em teu sangue, Pois que uma única gota faz salvar Todo o mundo e apagar todo pecado. Ó Jesus, que velado agora vejo, Peço que se realize aquilo que tanto desejo, Que eu veja claramente vossa face revelada, Que eu seja feliz contemplando a vossa glória. Amém. |
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Ao longo dos séculos, Adoro te devote foi traduzido para várias línguas e musicado por diferentes compositores, incluindo César Franck e Maurice Duruflé. Ele é utilizado em missas votivas do Santíssimo Sacramento, hora santa e outras devoções eucarísticas.
Ver também
[editar | editar código]Referências
[editar | editar código]- ↑ «Os hinos eucarísticos de São Tomás de Aquino». Vaticano. Consultado em 13 de maio de 2025
- ↑ «Adoro Te Devote». New Advent. Consultado em 13 de maio de 2025
Ligações externas
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Referências
